terça-feira, 23 de setembro de 2014

Gostamos de complicar

E quando queremos mesmo muito assumir determinada atitude e não conseguimos? Há uma força, dentro de nós, que nos repele consecutivamente. Queremos enviar aquela mensagem, cumprimentar aquela pessoa quando vamos na rua, queremos soltar aquilo que pensamos através de palavras, queremos demonstrar os sentimentos que há em nós e simplesmente não somos capazes de tal.
Quantas palavras já ficaram por dizer? Quantas atitudes ficaram por tomar? Quantas mensagens por enviar, quantos abraços por dar? Não seria mais fácil se apenas seguíssemos cada pequeno impulso? Não seriamos mais felizes se exprimíssemos tudo quando desejamos, se fossemos transparentes como um copo de água?
Tanta falsidade que há em nós! Tanta falta de coragem, tanto orgulho…
Se gostamos porque não admitimos, se queremos porque não confessamos?, e se as pessoas nos magoam porque é que não falamos ao invés de nos calarmos e guardarmos em segredo rancor pela pessoa?, não seria melhor resolver tudo na hora do que fazer da nossa vida um comboio repleto de carruagens pendentes?
Porque é que nos conformamos sempre com a nossa suposta falta de sorte, porque não lutamos por aquilo que realmente acalentamos, porque não corremos em direção às pessoas que queremos ao nosso lado? Permitimos que as pessoas de quem mais gostamos nos escapem pela calada e quando sentimos a sua falta já não somos capaz de pedir perdão ou correr para elas. Estamos destinados a perder porque o medo assim o determinou, tal como o orgulho e esta falta de vontade e coragem que nos dominam….

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