segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Naquela noite...

Naquela noite fria de inverno, em que o meu coração punha vista à hipotermia, implorando por calor, chamei por ti…
Chamei por ti mas e tu não apareceste. 
Procurei-te no escuro dessa noite gélida. A neve derretia-se-me por entre as frinchas dos dedos, deixando-me as mãos molhadas. Pé ante pé, enterrando-me naquele branco manto, gritei o teu nome. Supliquei a tua presença. Sem êxito. Onde estavas? Quisera eu saber. Mas tu não estavas. 
As minhas pernas perderam as forças e deixaram-se cair. A neve estava fria e esfriava-me o corpo, porém, aquele gelo derretia. Mas o gelo encubado que coexistiu no meu coração permanecia em estado sólido. 
Naquela noite sinistra, chamei por ti, gritei o teu nome, supliquei a tua presença, e tu não vieste derreter o gelo doloroso que eu carregava no peito.

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