sexta-feira, 24 de julho de 2015

Entrevista a André Vilar, autor de "Escrita Incerta"

Escrita Incerta - Capa
Com 18 anos publicou o seu primeiro livro – Escrita Incerta – uma coletânea poética. 

André, o que te levou, em primeiro lugar, a escrever poesia? 
Poesia sempre foi algo que gostei de escrever, inicialmente pelo gosto de "brincar" com as palavras e com a rima e mais tarde pela mensagem e poder que a poesia tem. Ao contrário de grande parte das pessoas da minha geração, gosto de analisar cada poema e de me colocar no papel do autor no momento em que escrevia.

E, depois, o que te levou a querer publicar os teus poemas? 
Sobretudo, a vontade de partilhar com o grande público tudo quanto escrevia e, embora tenha um espírito demasiado crítico do meu trabalho, tinha interesse de saber o que esse mesmo público achava.
Não posso, de todo, esquecer-me do papel fundamental que tu e o Tiago tiveram no que diz respeito ao incentivo.

“É tudo tão enigmático e incerto/ Para este ser prematuro”, tu és esse ser prematuro?
Soa-me a familiar...sim, sou eu esse ser prematuro, talvez pela pouca experiência e tenra idade ou então por não saber qual vai ser a minha realidade, o meu futuro, por viver numa incerteza, como todos os homens em alguma parte da sua vida

Escreves sobre diferentes temáticas. Alguma em especial sobre a qual gostes de escrever? 
Gosto de escrever sobre o momento, raramente escrevo sobre o que sinto, e quando o faço uso (e abuso) da imaginação, do irreal. Acho a sociedade e as pessoas tão interessantes que se escrevesse sobre o que sinto, tornava a minha escrita bastante desinteressante.

Consideras-te, como dizes num poema, “Um jovem frágil”?
Quando surgem as fragilidades assumo-as como tal e, mais uma vez, por pouca experiência, vou abaixo e "é inevitável não chorar"... Nunca me sinto derrotado e por muito que a realidade seja crua e dura, acredito que o ir abaixo é a mais eficaz forma de nos erguermos.

Podemos, no teu livro, encontrar algumas críticas a Portugal. Falas de crise, injustiça, emigração, democracia. E dizes que o país está mal. Porque é que achas que Portugal está mal? 
Não critico Portugal, critico todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que o país esteja mal. Hoje em dia, ouvimos, frequentemente, falar de austeridade, emigração e crise, no entanto, acredito que nos devemos guiar por valores como o respeito e a dignidade.

Escrita Incerta, porquê este título? 
O Autor, André Vilar
Escrita Incerta pelo tema incerto e pela sua diversidade. O nome do livro surgiu através daquele que foi o meu primeiro blog, onde escrevia em vários registos, num tema sempre incerto. Não pré definido, sobre tudo aquilo que me interessa, ou me suscita interesse, desde a política à arte.

Quais são os teus planos para o futuro, as tuas ambições? 
Não acredito num futuro pré definido, normalmente designado por destino. Acredito, sim, num futuro construído à medida de cada um. Ambições tenho bastantes, ambiciono um futuro ligado à comunicação, à cultura e a Arouca. Nunca esquecendo o teatro, encenação e direção de atores que mais recentemente me tem suscitado particular interesse.

Pretendes publicar outras obras, por exemplo, noutros registos? 
Gosto de escrever noutros registos, no entanto não me imagino a publicar um romance, por exemplo. Embora espere que o meu próximo projeto seja uma co-produção, ambiciono ver-me num projeto a solo de poesia ou de crónicas.

2 comentários:

  1. André, para quando o 2°livro de poemas ? Ficamos a espera ...

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  2. É ainda inigmático e indefinido, o tempo e o tema do próximo livro.
    Para breve, espero!

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