quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Que dezembro é este!?

Estamos em dezembro e eu estou triste: não há chuva. 
Tenho saudades dos dias chuvosos, de sair de casa acompanhada pelo meu guarda-chuva e de voltar, à noitinha, semi-encharcada. 
Este ano está a ser muito diferente. É dezembro e não há chuva, nem neve...! Os dias têm sido solarengos e eu não estou a gostar. Porque é que está tudo tão desorganizado? Não chove este inverno? 
Está tudo a perder a piada, assim. 
E eu estou entediada. Quero chuva. Onde posso pedir o livro de reclamações para expressar o meu desagrado perante a sua ausência? 
O outono está perto do fim e tem sido um outono excessivamente seco... Bonito, como todos os outonos, mas muito deprimente. 
Está tudo tão estranho. 
2015 está a ser estranho. Este outono está a ser estranho. E dezembro, está-se mesmo a ver, vai ser estranho. 
Estranho é diferente. Mas este não é um diferente positivo. Nenhum diferente o é. Diferente não é algo que possa caraterizar-se como negativo ou positivo. Simplesmente, estranho é um diferente mais negativo do que positivo. 
E este dezembro, este outono, este ano estão a ser muito estranhos.

5 comentários:

  1. Olá outra vez.

    Não me leves a mal a piadita seca no facebook, mas foi ela que me trouxe aqui e por causa disso li algumas coisas que escreveste.

    No primeiro texto que li há bocado fiquei com a ideia que eras mais velha, mas agora, com a tua descrição aqui ao lado, vejo que és bastante jovem ainda. Adiante, e antes que isto comece a soar "estranho", vou dizer que gostei do bocadinho que li.

    Penso de forma idêntica a ti, sinto as coisas de forma idêntica a ti, talvez por ser humano como tu. Não sei se esta forma de pensar e sentir a vida, o quotidiano e as pequenas coisas do dia-a-dia me fazem a mim ou a ti, especiais, mas acho que é bastante comum, embora quase ninguém as comente por serem pequenas e insignificantes, mas que fazem parte do nosso dia e acabam por fazer parte de nós e só por isso, voltam novamente a ser importantes.

    Conforme escreveste: as vezes sentes-te insignificante e pequena, mas não és. Tens 18 anos e já tens um livro de poesia publicados e isso é fantástico. Não o li, não te conheço e nem sequer aprecio poesia e literatura artística e só vim aqui parar através dum like do facebook e uma piadola palerma acerca dum problema pessoal meu, likes que nem costumo dar importância.

    Por outro lado, gosto imenso de ler pequenos textos pessoais e coisas sentidas e autenticas, como por exemplo: o teu desânimo pela falta de chuva.

    Se fores do Porto e arredores, lamento desiludir-te mas não me parece que vás ter um inverno chuvoso, ou pelo menos um inverno triste e chuvoso, porque eu, como o tal, um gajo banalíssimo e solitário, costumo pedir chuva quando ando triste e sol quando ando feliz, embora no entanto e às vezes peça chuva para regar os campos, pois não gosto de ver os agricultores tristes. Chuva para eles é alegria e as vezes chuva também é alegria para mim, mas agora apetece-me mais sol. Portanto: Sol e frio, que a mim não incomoda, Sol porque me sinto feliz. Sejam drogas, medicamentos ou demência, mas ando feliz, apesar dos meus problemas, gosto de andar conforme tenho andado ultimamente. É um bocado estranho, pois sempre andei de cabeça baixa, sinto-me feliz e gosto de estar assim, portanto vai haver sol.

    Portanto, quando quiseres que chova e não chove, provavelmente é porque estou feliz. Olha para o céu e sente o calor do sol na tua face e partilha um pouco da minha felicidade. Quando vires chuva triste, serei eu nuns dias maus. Se sentires uma chuva agradável serei eu em solidariedade para com os agricultores ou olá dos meus, o tal tipo banalíssimo que pede sol quando anda feliz e que faz piadolas foleiras no facebook através de links de pessoas que mal conheço.

    Tudo de bom para ti

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    1. Vasco,

      O teu comentário, neste momento, foi mais relevante que a chuva. Pelo facto de te teres dado ao trabalho de visitar o meu blogue, mesmo sem apreciar literatura.
      Os meus textos são, normalmente, uma mistura de tudo: ficção e realidade, emoções e raciocínios e por aí...

      Lendo o teu comentário, cujo teor forma um belíssimo texto, digo-te, creio que irei estar (um bocadinho mais, pelo menos) feliz da próxima vez que a chuva não surgir.

      Mais uma vez, só posso agradecer-te, pela piada que me fez rir, pelo comentário que me fez sorrir... Obrigada e serás sempre benvindo à minha página e ao meu blogue.

      Tudo de bom para ti também.

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    2. :)

      Aaaaaah.... Não costumo fazer destas coisas: meter-me onde não devo.

      Escrevi aquilo duma forma muito sentida e conforme as palavras me foram surgindo. Não tive, nem tenho muito cuidado com a mecânica escrita. Escrevo a uma velocidade inferior à que penso e as vezes a escrita fica esquisita.

      Não, não costumo ser assim impulsivo e escrever coisas a sério, com pessoas que não conheço. Não gosto de violar o espaço das outras pessoas. Ando a ser o que não costumava ser, tenho feito coisas que não costumava fazer, mas agora ando feliz.

      Decidi mudar a minha vida em Julho último. Decidi olhar pela minha saúde, forma física e fazer coisas que me façam sorrir e fazer sorrir os outros por mais tola que me pareça no momento, a acredita que é a primeira vez que faço isto ou algo do género, acredita que me sinto estranho e um bocado ridículo. Deves estar a pensar que ando a "cheirar" coisas boas ou que então pifei a mioleira. Não, não ando nas drogas, quanto à salubridade mental, sinceramente já nem sei. Tenho tido os 5 meses mais felizes que me recordo. As vezes até tenho medo de ter desenvolvido bipolaridade ou outra doença mental qualquer. Estranho-me andar tão energético, bem disposto, mesmo com os mesmo problemas que tinha em Junho. Gosto de andar assim, feliz, embora com medo que acabe por alguma razão. Solitário, falido, meio marado, mas estranhamente feliz. Sei lá...

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    3. O importante é, acima de tudo, que te sintas feliz.
      Portanto, "não penses, vive!"

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    4. É o que estou a tentar fazer... Pensar muito dá cabo de nós.

      Obrigado por me responderes.

      Ver se durmo. Boa noite!

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