quarta-feira, 29 de junho de 2016

(Ir)realidades

E se nunca tivesses nascido? Se nunca tivesses existido? 
Já paraste para pensar como estaria agora a tua vida se num ou noutro momento tivesses tomado outras decisões e atitudes em vez daquelas que tomaste? 
Se tivesses vivido noutro lugar, se tivesses andado noutra escola e conhecido outras pessoas, se tivesses escolhido outro curso, se nunca tivesses pisado determinada cidade... Já paraste para pensar como seria se as pessoas que existem na tua vida e são importantes para ti nunca tivessem cruzado os seus caminhos com o teu?
Olha para a vida que tens e imagina o quão diferente poderia ser. Melhor? Pior? Impossível saber. 
O peso das decisões que tomamos é avassalador, pequenas opções podem determinar o rumo da tua vida. Vê só o tamanho da responsabilidade que é viver. Ter de tomar conta de uma vida, ser responsável total por uma vida - algo tão precioso. 
Todos os dias, somos forçados a agir. E cada pequena atitude é um atalho ou a estrada principal para algo. 
Todos os dias, vemos, sentimos e vivemos. Todos os dias, podemos fazer algo diferente com a nossa vida. 
É assustador olhar à nossa volta e imaginar no quão diferente tudo podia estar. 
Aquela pequena decisão que tomamos hesitantemente mas que hoje é a mesma que confere sentido à nossa vida. Aquela grande decisão que tomamos e não devíamos ter tomado porque nos levou à ruína. Todas as decisões que já tomamos não deixam de ser curiosas. Como seria se não as tivéssemos tomado? 
É este mistério, este pânico, esta sensação de "E se..." que se torna fascinante e que é motor de pensamentos profundos e divagações constantes. E é isto que é viver. 
No entanto, surge a questão "Será que tudo depende mesmo de nós?". Às vezes, acontece tudo de forma tão estruturada que somos confrontados com a palavra 'destino'. Existe, não existe? Manda mais que nós, manda menos? E as coincidências? Acreditamos, não acreditamos? 
E é aqui que reside a permanência do fascínio. 

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