quarta-feira, 13 de julho de 2016

E se não existissem sentimentos!?

Como seria a vida se não existissem sentimentos?
Como seria viver sem sentir? 
Como seria viver, estudar e trabalhar sem ambições, sem motivações?
Como seria apenas pensar, ter um só lado - o racional? 
Embora muitas vezes nos esforcemos por colocar o lado sentimental de fora e agir apenas em conformidade com aquilo que consideramos politicamente correto, a verdade é que se torna extremamente díficil imaginar um mundo sem emoções, sem sentimentos. 
Há quem defenda que são os sentimentos que nos guiam - "o sonho comanda a vida". Perante tal ideologia, somos vinculados pelas emoções que nos dominam, agimos de acordo com aquilo que o coração manda. Independentemente da veracidade de tal ideia, por mais racionais que sejamos, todos temos, uma ou outra vez, momentos em que a razão vacila e em que somos confrontados com uma realidade mais emotiva. Já todos vivemos momentos em que agimos por impulso, em que pensamos com o coração, em que seguimos os sentimentos. 
Se não existissem emoções, não havia medos nem desilusões, não havia amores nem ódios, não havia alegrias nem frustrações, não havia esperanças nem angústias, não havia egocentrismos nem saudades, não havia agressividade nem tédio, não havia inveja nem gratidão, não havia vingança nem solidão. Não havia nada ou havia alguma coisa?
Não havia nada ou havia alguma coisa!? É utópico responder a esta indagação. Nunca se decifrará como seria viver sem sentir, uma vez que por mais esforços que existam em prol de esquecer os sentimentos, eles estão sempre presentes, até quando pensamos que não estão, e a sua presença é notória em cada pequena atitude e pensamento que adotamos. 
Uma coisa é certa: somos complexos porque somos dotados de sentimentos. No entanto, também não é possível afirmar que sem sentimentos a vida seria mais simples. 

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