quinta-feira, 7 de julho de 2016

O Esplendor de Portugal

Silêncio que se vai cantar "A Portuguesa". O sonho português permanece aceso. 
Os ecrãs deixam transparecer parte dos nervos sentidos em campo, porém, há esperança em cada 11: nos 11 jogadores em campo e nos 11 milhões de portugueses que, como sempre, acreditam. Se Portugal vencer vai à final, e poderá, então, ter a desforra desejada desde 2004.
O jogo começa da mesma forma de grande parte dos jogos da seleção neste campeonato - apagado. Apesar de ter sido o primeiro a rematar - aos 16 minutos - Portugal não conseguiu marcar golos, na primeira parte do jogo. 
O País de Gales não esteve melhor. O resultado final desta primeira parte ficou, nada mais, nada menos que 0-0. Um 0-0 equilibrado, que - relembrando os anteriores jogos deste Euro - poderia muito bem manter-se até aos 90 minutos. 
Tal não aconteceu. O Portugal da segunda parte em nada se assemelhava ao Portugal da primeira parte. Aos 49', Cristiano Ronaldo - que bem faz por merecer o título de melhor do mundo - marca, de cabeça, deixando Portugal em vantagem. 
A situação de vantagem - a que Portugal pouco habituado tem estado nestes jogos - acentuar-se-ia quando, três minutos depois, Nani marca o segundo golo. 
Mais do que em qualquer momento neste Euro, o país acredita na Seleção e anseia a final. Afinal de contas, ainda há mesmo contas por ajustar, desde há doze anos atrás. 
À medida que os 90' se aproximam, as garantias de que Portugal vai estar - mesmo! - na final aumentam.
E não é que Portugal - por incrível que pareça neste campeonato - chegou aos 90' sem estar empatado!? Chegou aos 90' em vantagem. E, melhor ainda, chegou aos 90' a garantir o seu lugar na final. 
Portugal - que na fase de grupos até que andou a brincar - prova assim merecer ganhar. Oxalá, a história se repita no próximo jogo. Oxalá, dia 10, Portugal volte a merecer vencer - e vença! 
Que esta nação continue "valente e imortal" e que se levante - agora sim - "o esplendor de Portugal"!

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