segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Falar de saudade sem escrever saudade

A cidade está deserta
Sem ti. 
As ruas vivem desamadas 
Sem ti. 
E eu, oh, eu!, não sou 
Se não metade de mim
Se não metade do meu amor 
Sem ti. 
Preciso-te 
Em cada dia
E sinto-te a ausência 
Em cada noite. 
Ainda ouço, acredita 
A tua voz a sussurrar no meu ouvido 
As letras das baladas que ouvimos juntos 
Junto ao Mondego... 
De capa traçada, 
Privilégios de estudante;
E de dedos entrelaçados,
Privilégios do amor. 
Ouço a tua voz 
Em cada balada que agora escuto 
Na dor da ausência de ti. 
A cidade está deserta
Sem ti. 
E eu ainda grito em silêncio 
O teu nome.
A magia apagou-se 
A tradição parece perder-se 
Em cada metro de calçada 
Se tu não vives cá 
Eu vivo sem ti 
Sem magia e sem tradição. 
Eu vivo
Eu sobrevivo
Sem ti.
Sem ti 
Estou como a cidade deserta.

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