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sexta-feira, 12 de maio de 2017

O dia mais agridoce da minha vida

Houve um dia em que vi Coimbra de cima de um camião 
Houve um dia em que, trajada (porque me fazes bonita assim)
Te vi, Coimbra, em festa. 
E juro-te que foi o dia mais agridoce da minha vida. 
Subi ao carro e vi o início e o fim, em união 
Chama-se auge, acredito. 
E vi-te como a razão dos nossos sorrisos,
Das nossas amizades e... dos nossos amores. 
Ah, Coimbra! 
Sangro quando escrevo o teu nome.
Lamento pelos que só veêm em ti a boémia
E não percecionam a emoção que és. 
És tão mais que poesia que já desisti de tentar cantar-te. 
Mas, houve um dia, em que te vi
Seres o tudo e o nada 
Seres a alegria e a saudade 
Seres o início e o fim. 
Como és possível? 
Eu subi ao carro para te ver
Eu subi ao carro para te sentir
Para sentir a tua história, o peso da tua tradição 
Para saber e sentir que sou estudante de Coimbra 
Que faço parte de ti. 
E não imaginas como entram em erupção 
As minhas emoções quando canto 
"Coimbra é nossa e há-de ser até morrer"
Porque é mesmo isso. É mesmo assim. 
Até morrer, eu juro-te, haverá parte de mim
Que sangrará sempre que se fale no teu nome,
Coimbra. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Falar de saudade sem escrever saudade

A cidade está deserta
Sem ti. 
As ruas vivem desamadas 
Sem ti. 
E eu, oh, eu!, não sou 
Se não metade de mim
Se não metade do meu amor 
Sem ti. 
Preciso-te 
Em cada dia
E sinto-te a ausência 
Em cada noite. 
Ainda ouço, acredita 
A tua voz a sussurrar no meu ouvido 
As letras das baladas que ouvimos juntos 
Junto ao Mondego... 
De capa traçada, 
Privilégios de estudante;
E de dedos entrelaçados,
Privilégios do amor. 
Ouço a tua voz 
Em cada balada que agora escuto 
Na dor da ausência de ti. 
A cidade está deserta
Sem ti. 
E eu ainda grito em silêncio 
O teu nome.
A magia apagou-se 
A tradição parece perder-se 
Em cada metro de calçada 
Se tu não vives cá 
Eu vivo sem ti 
Sem magia e sem tradição. 
Eu vivo
Eu sobrevivo
Sem ti.
Sem ti 
Estou como a cidade deserta.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Aos meus Doutores

Mãe, tenho medo
Não me deixes sozinha, peço-te.
Mãe, estás mesmo a deixar-me ir?,
Eu até pensava que ia gostar de viagens de comboio
Mas, nesta, sinto-me perdida e insegura. 
Mãe, já cheguei.
Estou curiosa para conhecer o que me espera, 
Mas continuo com medo. 
Mãe, já não tenho medo, 
Pelo menos da praxe, é divertida!
E já gosto de Coimbra... até nem estou a ser mal acolhida. 
Mãe, hoje, conheci-os
São tantos que nunca vou saber o nome de todos
Mas tratam-me bem, eu juro que tratam! 
Já é sexta-feira e eu já nem quero ir embora. 
Mãe, agora tenho uma segunda família
E gosto muito dela porque tal como contigo
Sinto-me protegida aqui. 
Mãe, eles praxam-me!
E gritam quando as coisas não são bem feitas
E choram quando se ouve a Balada da Despedida do 5ºano jurídico 
Mãe, eles têm alma, dinamismo e convicção a correr-lhes no sangue 
E vestem-se de preto mas as suas almas são coloridas.
Mãe, começo a sentir algumas coisas mais fortes
E a culpa é deles, a culpa é deles
Que nos transmitem valores tão importantes. 
Mãe, isto passa a correr, 
Alguns deles já se foram embora
Isto é um ciclo que a cada volta traz uma nova geração e leva outra.
Mãe, eu já sei o nome de todos
Dos que foram e dos que ficaram e vão continuar a praxar-me
Mãe, quero muito que eles tenham orgulho em mim
Porque eu tenho muito orgulho neles
Naquilo que eles são e naquilo que eles me fazem ser.
Ai, mãe!, o meu coração nunca foi tão pequenino
Como quando nos abraçamos em círculo para ouvir a Balada. 
Sabes, mãe, esta parte bonita já está a acabar. 
Eles fizeram um bom trabalho, eu sei que fizeram...
Mãe, mãe, mãe. Mãe!, olha para mim!
Estou vestida de preto como eles, 
Ainda estou longe de ser como eles
Mas já amo a minha capa, porque eles me ensinaram a amar esta cidade.
Mãe, agora estou ao lado deles, de pé
Em vez de estar à frente, de quatro 
Mas continuo a admirá-los, a respeitá-los
E a olhá-los com orgulho, com tanto orgulho!
Mãe, agora eles vão embora...
Vão mesmo e eu nem consigo acreditar.
Lembras-te de eu ter dito que isto era um ciclo?
Ninguém fica cá para sempre e eles vão-se embora, 
Embora fique sempre em mim um bocadinho de cada um deles.
Mãe, olha só para eles, tão crescidos
Tão lindos e de malas feitas, prontos para uma nova aventura.
Ah, mãe, eu morro um bocadinho ao vê-los partir
Mas estou tão feliz por eles!
E desejo-lhes o melhor, o melhor do mundo.
E estou-lhes tão grata para toda a vida,
Porque se sou feliz aqui, se sinto os valores da cidade, se canto o hino com alma, dinamismo e convicção, se a minha capa é pesada, se a Balada me emociona, se sou uma doutora empenhada, se respeito cada bocado de Coimbra e da praxe .... a culpa é deles. 
E sabes, mãe, eles também foram um bocadinho de mãe para mim.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

21 de outubro, 15:31

Gosto de estações de comboios. Acho que gostaria de qualquer forma, mas Coimbra tem-me permitido fomentar este pequeno amor. Gosto de estações de comboios ao ponto de sair propositadamente uma hora mais cedo de casa só para ficar na estação, a observar e a sentir o contexto e o ambiente. 
Gosto do som das malas a deslizar pela linha, dos telefonemas a dizer a hora de chegada, das despedidas, dos reencontros. E gosto ainda mais quando estou de caderno e caneta na mão a registar tudo isso. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Querida Coimbra

Tu não me conheces e eu mal sei o teu nome. 
Em breve, encarar-me-às e eu ti. 
Todos os que te conhecem, caem in love por ti. 
Será que o mesmo irá acontecer comigo? 
Excecionalmente, desejo ser como os outros. 
Desejo, também eu, amar-te e deixar-te viver eternamente num cantinho especial do meu coração. 
As expetativas, não nego, são altas. 
Espero que me acolhas no teu coração e cuides de mim como eu precisar. 
Estou aqui, de braços abertos, disposta a abraçar-te com força e sem intenções de te largar. Posso recostar-me, também, nos teus braços? 
Diz-me que sim...