sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Quando repelimos a felicidade...

E quantas vezes já nos repelimos de ser felizes? Quantas vezes passamos mesmo ao lado do caminho para a nossa felicidade? Quantas vezes nos sentimos os próprios culpados da nossa infelicidade? Porquê? Porque damos demasiada importância ao que muitas vezes não merece nem um minuto da nossa atenção. Porque não nos dedicamos convenientemente ás coisas boas da vida. Porque nos esquecemos de lutar pelos nossos objetivos. Porque desistimos dos nossos sonhos. E só depois, quando acordamos para a realidade, é que nos apercebemos que erramos, que escolhemos, muitas vezes, o pior caminho, e que estamos a viver as consequências das nossas decisões que, não foram, grande parte das vezes, as melhores.
Então pensemos sempre muito bem antes de tomar qualquer decisão, e escolhamos sempre o caminho que nos for, certamente, o mais adequado para cada etapa da nossa vida. Deste modo, evitaremos tristeza em nosso redor e sorriremos todos os dias com uma grande vontade de viver a vida...

sábado, 20 de dezembro de 2014

Tudo muda

Vivemos tão focados na nossa rotina que quase nem temos tempo para parar e analisar. Analisar a nossa própria vida. É que tudo mudou, mas quase nem nos apercebemos. Também não queremos, não queremos porque sabemos que nos vamos desiludir com as mudanças. O facto é que já nada está como antes, já nada é o que era e é esse facto que tentamos ignorar. Tentamos não sentir saudades do passado, porém, sempre chega um dia em que não dá mais para ignorar o que nos perturba. Nesse dia, em que paramos para pensar, para analisar, apercebemo-nos do que perdemos, do que tivemos e deixamos escapar, por nossa própria culpa, pois não fizemos nada para evitar que isso acontecesse. Dói ver que perdemos pessoas que gostavam de nós, simplesmente, porque acabamos por nunca ter tempo para elas, estávamos demasiado ocupados com a rotina, com o trabalho, com as obrigações que não queríamos falhar, não fomos, sequer, capazes de buscar um pouco do nosso tempo para dedicar a quem nos dedicava grande parte do seu tempo. Percebemos o quão ingratos fomos e o quão justo é este sentimento de nostalgia e arrependimento. Esperamos que a pessoa volte, mas ela não volta, seguiu com a sua vida da qual já não fazemos parte, e isso é o mais triste, ficamos a matutar em vão. Devíamos analisar sempre muito bem tudo à nossa volta, as pessoas, os momentos, os bens materiais… um dia tudo pode ir-se embora e não há nada mais triste do que o dia em que percebemos que perdemos tudo o que sempre quisemos ter e nem soubemos que chegamos, efetivamente, a ter.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Naquela noite...

Naquela noite fria de inverno, em que o meu coração punha vista à hipotermia, implorando por calor, chamei por ti…
Chamei por ti mas e tu não apareceste. 
Procurei-te no escuro dessa noite gélida. A neve derretia-se-me por entre as frinchas dos dedos, deixando-me as mãos molhadas. Pé ante pé, enterrando-me naquele branco manto, gritei o teu nome. Supliquei a tua presença. Sem êxito. Onde estavas? Quisera eu saber. Mas tu não estavas. 
As minhas pernas perderam as forças e deixaram-se cair. A neve estava fria e esfriava-me o corpo, porém, aquele gelo derretia. Mas o gelo encubado que coexistiu no meu coração permanecia em estado sólido. 
Naquela noite sinistra, chamei por ti, gritei o teu nome, supliquei a tua presença, e tu não vieste derreter o gelo doloroso que eu carregava no peito.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Gostamos de complicar

E quando queremos mesmo muito assumir determinada atitude e não conseguimos? Há uma força, dentro de nós, que nos repele consecutivamente. Queremos enviar aquela mensagem, cumprimentar aquela pessoa quando vamos na rua, queremos soltar aquilo que pensamos através de palavras, queremos demonstrar os sentimentos que há em nós e simplesmente não somos capazes de tal.
Quantas palavras já ficaram por dizer? Quantas atitudes ficaram por tomar? Quantas mensagens por enviar, quantos abraços por dar? Não seria mais fácil se apenas seguíssemos cada pequeno impulso? Não seriamos mais felizes se exprimíssemos tudo quando desejamos, se fossemos transparentes como um copo de água?
Tanta falsidade que há em nós! Tanta falta de coragem, tanto orgulho…
Se gostamos porque não admitimos, se queremos porque não confessamos?, e se as pessoas nos magoam porque é que não falamos ao invés de nos calarmos e guardarmos em segredo rancor pela pessoa?, não seria melhor resolver tudo na hora do que fazer da nossa vida um comboio repleto de carruagens pendentes?
Porque é que nos conformamos sempre com a nossa suposta falta de sorte, porque não lutamos por aquilo que realmente acalentamos, porque não corremos em direção às pessoas que queremos ao nosso lado? Permitimos que as pessoas de quem mais gostamos nos escapem pela calada e quando sentimos a sua falta já não somos capaz de pedir perdão ou correr para elas. Estamos destinados a perder porque o medo assim o determinou, tal como o orgulho e esta falta de vontade e coragem que nos dominam….

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Orgulho

Eis a questão: Será o orgulho algo bom ou mau?


Trará o orgulho felicidade, ou, contrariamente, será um obstáculo à mesma?
O orgulho impede-nos de correr atrás das pessoas que amamos, impede-nos de perdoar os erros dos que nos são mais especiais, faz com que nos afastemos daqueles que, muitas das vezes, queremos próximos.
Sabes quando gostas tanto de uma pessoa e só tens vontade de lhe dizer que a amas e a queres contigo, quando pensas nela todos os dias, todas as noites antes de adormeceres e tens vontade de lhe enviar uma mensagem!? Sabes quando tens saudades dessa pessoa e só queres voltar a estar com ela, mas, ao mesmo tempo, por mero orgulho, não consegues, sequer, olhá-la nos olhos e admitir o quão vulnerável te sentes sem ela!? Acredita, isso é mau. É mau porque sofres, secretamente, e, provavelmente, a outra pessoa sofre igual, porque tal como tu, deixa-se dominar pelo orgulho. Imagina, tantas pessoas a sofrerem por um amor não correspondido e vocês os dois a desperdiçar o amor que vos une…
Por outro lado, imagina que, mesmo sendo uma pessoa orgulhosa, decides, por uma vez, colocar o orgulho de lado e apercebeste que, afinal, a outra pessoa não sente a tua falta como desejavas e encontraste novamente frágil e triste. Esqueces-te de te amar, colocas os outros em primeiro lugar, em vão, ninguém se importa contigo, ninguém merece que te humilhes ao ponto de lutar por alguém que se limita a fugir do teu amor.
Vês, como o orgulho te pode prejudicar, porém, pode, noutras vezes, salvar-te!? Não quebrares o orgulho com quem não merece e seguires em frente far-te-á, decerto, mais feliz que humilhares-te.
Acho que toda a gente deve ser orgulhosa e, antes de colocar o orgulho de parte, analisar muito bem as consequências, pois ao fazê-lo é um risco que está a correr, nunca sabemos ao certo se a outra pessoa merece ou não que quebremos esta barreira de proteção.

domingo, 22 de junho de 2014

Ensaio Filosófico - Adoção Homoparental

Deverá a adoção por parte de casais homossexuais ser permitida?

Num mundo em que 10% da população é homossexual e onde são cada vez mais os países a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, surge a questão da adoção que vem dividir as opiniões da população, gerando até polémica. Torna-se, assim, importante ter uma opinião sólida e fundamentada acerca deste tema.
De um lado, existem as pessoas que consideram que a adoção por parte de casais homossexuais é legítima e, portanto, deve ser permitida; do outro, existem as pessoas que protestam contra esta ideia, afirmando que a adoção por parte de casais homossexuais não é legítima. Eu pertenço ao primeiro grupo: do meu ponto de vista a adoção por parte de casais homossexuais é legítima e deve ser legalizada, por vários motivos:
Segundo a Carta Universal dos Direitos Humanos deve haver igualdade entre os seres humanos, se os casais heterossexuais têm o direito de adotar uma criança, então este direito também deve ser concedido aos casais homossexuais. Por outro lado, se a adoção foi um meio criado para que os casais que desejam ter filhos e não o podem fazer pelo método convencional, possam realizar esse desejo através da adoção, então esta também se destina aos homossexuais, pois para essas pessoas a única forma de realizarem o seu sonho de ter um filho é a adoção, além disto, existem imensas crianças em instituições à espera de um lar que as acolha, de uma família que lhes proporcione amor e conforto, se uma ou mais dessas crianças fossem adotadas por um casal homossexual que lhes desse o carinho de que necessitam, seriam, sem duvida, crianças muito mais felizes e, no futuro, pessoas mais felizes.
Contudo, surgem, por parte daqueles que consideram a adoção por casais do mesmo sexo ilegítima, objeções a esta tese. Dentro dessas objeções encontram-se algumas como: se uma criança tiver pais homossexuais também será homossexual no futuro – isto não é verdade, já que a orientação sexual de uma pessoa em nada depende da orientação sexual dos seus pais ou das pessoas que a rodeiam, mas sim de outros fatores, alguns dos quais genéticos, é algo que já nasce com cada um; também há quem afirme que um filho de homossexuais nunca será uma criança totalmente feliz e será alvo de troça – afirmação que pode ser considerada falsa, pois se uma criança for bem tratada e amada pelos seus pais homossexuais, esta pode ser tão ou mais feliz que outra cujos pais sejam heterossexuais, além disso, existem várias pessoas “diferentes” na sociedade: ou porque têm deficiências, ou têm outra religião, outra cor de pele, ou então porque são filhos de homossexuais, porém, quando estas pessoas são discriminadas a culpa não é delas nem das suas famílias mas sim da sociedade preconceituosa que não as aceita; há, ainda, quem acredite que uma boa educação depende da presença de uma figura masculina e de outra feminina – no entanto, a Ordem dos Psicólogos afirma que “um desenvolvimento saudável não depende da orientação sexual dos pais mas sim da relação que é criada entre pais e filhos”
 Por fim, é possível verificar a legitimidade da adoção por parte de casais do mesmo sexo, e esta deveria ser assim autorizada para fazer cumprir a igualdade referida na Carta Universal dos Direitos Humanos e também para proporcionar a estas pessoas a felicidade pela qual lutam desde há muito tempo; a felicidade e o bem-estar de uns deve contribuir para o bem comum. 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Importância dos Laços Afetivos

Perante todas as mudanças que atravessam o mundo atual é fundamental preservar o nosso equilíbrio emocional, reforçando as nossas raízes e os nossos laços afetivos de modo a alcançarmos a felicidade e o nosso bem-estar.
Ninguém é feliz sozinho, o ser humano tem necessidade de dialogar, partilhar emoções e trocar ideias. Não podemos simplesmente voltar as costas ao que nos rodeia e isolar-mo-nos de toda a afetividade. A solidão origina doenças emocionais, como depressão, que só podem ser ultrapassadas com ajuda, ajuda essa da qual também fazem parte as nossas raízes e os laços afetivos.
Com todas as barreiras que a vida nos coloca, temos necessidade de nos agarrar a algo que não nos deixe desistir. E são as pessoas à nossa volta, que através dos laços afetivos que com elas criamos, nos guiam pelo melhor caminho, nos seguram quando estamos a cair e nos levantam quando caímos.
Em caso de doença, por exemplo, é à nossa família e aos nossos amigos que vamos buscar forças para recuperar. Além disso, são os bons momentos que vivemos com eles que nos apaziguam o stress do dia-a-dia.
Em suma, podemos verificar a extrema necessidade que temos em ter pessoas à nossa volta. O nosso equilibro emocional será quebrado se não reforçarmos as nossas raízes bem como os nossos laços afetivos, e com ele o nosso bem-estar e felicidade.

Cátia Cardoso e Tânia Pereira